O PATO FUJÃO (e o Agir de Deus)

O Pastor Benedito Pereira, da Igreja Assembléia de Deus em Piracicaba/SP narra uma história incrível (quase inacreditável), e que aconteceu no ano de 1988:

_Conta ele que, moravam próximo ao templo um casal cuja esposa era uma católica ferrenha (daquelas beatas que não faltava a uma missa sequer aos domingos pela manhã), e que seu marido, ao contrário dela, era um ateu convicto, que questionava a existência de Deus e que vivia criticando os ídolos e os santos que a mulher se apegava.

Ele era um homem muito rude, e por isso ela o temia, só que, por ser assim, ele tinha também muitos outros inimigos (inclusive alguns que já até o ameaçara de morte).

Todos os domingos, como era regra, antes de ir para a missa, a esposa tinha que deixar a comida pronta, e com carne fresca, só que ela não tinha coragem de matar nenhuma das criações do quintal (nem galinha, nem pato, nem peru, e nem nada), então ele mesmo se propunha a fazer isso.

Havia uma varanda rústica na casa, e nela uma coluna de madeira com dois pregos, ele ali prendia a cabeça da desafortunada ave e cortava-lhe o pescoço com uma só machadada.

E isto se repetia todos os domingos, a mulher deixava pronta a refeição, mas sempre antes de sair, chamava-o para ir à missa com ela, ele fazia uma cara feia e virava-lhe as costas…

Farto daquilo, certo domingo ele mudou a atitude, quando ela veio lhe convidar, ele fez uma proposta pra ela (tipo uma aposta):

- Você tem muita dó dos bichos que eu mato pra gente comer, não é mesmo! pois bem, eu te faço um desafio – quero que você clame ao seu santo de devoção para que ele (ou ela) salve a ave no momento em que eu o for cortar sua cabeça e se o santo salvar o bichinho, então eu acreditarei em suas rezas e também serei devoto de seus ídolos!

A esposa, cheia de esperança e de uma vã fé, todos os domingos clamava a um de seus santos, mas as cabecinhas continuavam rolando, domingo após domingo, e muitas galinhas e patos continuavam a perder as cabeças… e aos poucos ela foi perdendo a fé em seus santos.

Num belo domingo, acordou disposta e dirigiu-se ao marido sugerindo-lhe que matasse o último dos patos para o almoço. Como a sua lista de “santos” havia acabado, ela então clamou, em oração: “Jesus Cristo, salve o pobre pato!”

Quando o marido levantou o machado para cortar o pescoço do pato, o cachorro que assistia a cena latiu e ficou em pé somente sobre as patas traseiras, com as patas dianteiras empurrou o marido que se desequilibrou e caiu, nisso, o pato se soltou e não perdeu a oportunidade de sair para a rua em desabalada carreira enquanto grasnava os seus “quacs-quacs”.

Atrás dele ia o cachorro, o marido e a mulher, e ao passar em frente a padaria, alguns homens que lá estavam, vendo a cena passaram também à perseguir o pato, na ânsia de alcançar a ave fujona.

Ao passar em frente a um bar emitindo os seus “quacs” outros homens que ali bebiam, seguiram os que seguiam o serelepe pato.

Finalmente, exausto pela corrida, e isto por volta das 10:30h da manhã, o pato entrou pelas portas da Assembléia de Deus, onde o Pastor Benedito Pereira estava no púlpito encerrando a escola Bíblica dominical.

O pato afoito passou pelo corredor central, subiu a escada lateral do púlpito e refugiou-se entre as pernas do Reverendo.

A multidão que perseguia o pato fujão entrou na igreja e então diminuíram os passos, alguns até tiraram os seus chapeis em sinal de respeito e lentamente chegaram diante do púlpito.

O dono do pato então disse:

- Senhor Pastor, eu só quero o meu pato de volta!

O Pastor abaixou, pegou o pato entre as pernas e o colocou sobre a tribuna, em seguida perguntou ao homem:

- Quanto o senhor quer pelo pato?

- Ele não está à venda! Respondeu meio ríspido o outro

O Pastor insistiu:

- Quanto o senhor quer pelo pato, pode dizer!

O marido, com o intuito de desestimular o Pastor a comprar o pato, disse:

- Mil Reais!

O Pastor, sem pestanejar, abriu a carteira e deu 20 notas de cinqüenta reais ao homem, ele as apanhou e começou a rir, e irônico disse:

- O senhor, seu Pastor, poderia comprar muitíssimos patos com este valor!

Todavia, o Pastor sabia o que estava fazendo, e explicou a razão da sua atitude:

- Ontem à noite eu tive um sonho, e no sonho a voz do Senhor me dizia: “Uma criatura entrará na minha Casa em busca de refugio e proteção, comprai-o pelo preço que lhe for pedido porque ele será Meu e você cuidará dele até que fique velho e expire”

Diante do olhar atento de todos, o Pastor continuou:

- Então este pato viverá enquanto o Senhor lhe der vida!

O marido olhando atônito para a sua esposa disse:

- Mulher, o Jesus dos crentes salvou o pato! Então esse Deus realmente existe! Eu quero que Ele salve a mim!

E naquela manhã ele, o ex-ateu, sua mulher e mais 15 almas que ali estavam, aceitaram Jesus e se tornaram membros dessa igreja.

Enquanto o Pastor Benedito me contava esta história de milagres, aproximei-me do pato (que ali ainda estava), e emocionado, passei a mão sobre suas costas e disse:

- Bom menino, bom menino!

Ele (o pato) simplesmente olhou-me fixamente nos olhos e fez:

- Quac!

 

 

Por Pr. João Carvalho

Artigo enviado á Pr Benedito via e-mail

 

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2 respostas para O PATO FUJÃO (e o Agir de Deus)

  1. e muito lindo esta historia Deus tem seus meios de agir,e ele usou a vida do pato fujao..pra salvar aquelas vidas q eram tao preciosas pra Deus, e pra provar q nao existe outro Deus a nao ser o nosso Deus …

  2. Gostaria de saber quem é o autor da história O PATO FUJÃO. Agradeço a quem me informar.
    Vitor Lustosa

    Pr Benedito Responde:

    Amigo Vitor Lustosa;

    _A história O PATO FUJÃO, nos foi enviado por um colaborador, via email, sr. Pr João Carvalho, e não nos foi informado a autoria.
    Se tiverdes conhecimento favor nos infomar também, pra que possamos publica-lo.

    Forte abraço!…

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